Produção com recurso ao iPad

Um ano após o início da pandemia da COVID-19, os gestores de segurança e de Ambiente, Saúde e Segurança (EHS) estão habituados a adaptar os procedimentos operacionais padrão (SOP) e as políticas de fabrico à medida que as taxas de infeção locais variam e que os regulamentos de saúde e segurança da Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) são atualizados. Sabe como proteger a saúde e a segurança dos seus trabalhadores da linha da frente, garantindo simultaneamente que os padrões de produção e qualidade não sejam afetados negativamente. Trata-se, no entanto, de um equilíbrio delicado, que exerce mais pressão do que nunca sobre aqueles que têm a responsabilidade de gerir as operações de produção. 

De acordo com um inquérito recente da EHS Today, 58,7% dos inquiridos afirmaram que o seu programa de EHS incluía políticas de prevenção de doenças infecciosas antes da COVID-19. No entanto, mais de um terço dos líderes empresariais indicou que garantir um local de trabalho seguro será mais desafiante nos próximos 12 meses.

O último ano veio realçar a importância de desenvolver melhores sistemas e formas de minimizar potenciais perturbações nas operações de produção. As empresas perceberam que os procedimentos operacionais padrão (SOP), as listas de verificação e as instruções de trabalho em formato papel estão desatualizados – e impedem que as suas operações reajam às mudanças quando a agilidade é fundamental. 

Os responsáveis pela segurança e pelo ambiente, saúde e segurança (EHS) são um grupo de pessoas subvalorizadas, mas, durante a pandemia da COVID-19, desempenharam um dos papéis mais importantes. Garantir a saúde, a segurança e o bem-estar dos colaboradores continua a ser uma das principais prioridades das empresas. 

Depois de um ano a tentar conciliar tudo isto, não é de admirar que os responsáveis pela segurança e pelo ambiente, saúde e segurança estejam sob pressão. Aqui estão 5 formas de reduzir esses níveis de ansiedade. 

5 formas de reduzir o stress para os gestores de segurança 

1. Automatizar os protocolos de segurança na produção e as respetivas atualizações através de SOPs digitais 

Os procedimentos operacionais padrão (SOP) digitais podem ajudar a garantir o cumprimento dos requisitos em constante evolução em matéria de saúde e segurança.

A tecnologia para trabalhadores conectados oferece uma solução mais flexível e escalável, de modo que, quando for necessário atualizar uma lista de verificação ou um fluxo de trabalho, é possível efetuar essas atualizações imediatamente e implementá-las em todas as instalações.

Isto garante que toda a sua equipa cumpra os protocolos mais recentes sem perturbar o seu fluxo de trabalho, siga de forma consistente cada passo descrito nos seus procedimentos operacionais padrão (SOP) digitais e promova a conformidade – uma vez que um fluxo de trabalho digital funciona como um registo do trabalho executado.

Os seus colaboradores da linha da frente no local são orientados a aplicar os novos procedimentos na fase adequada de cada processo. Podem também documentar a conformidade através da plataforma, o que reduz ainda mais o trabalho necessário para apresentar os relatórios obrigatórios à gestão e às autoridades reguladoras. 

2. Dar prioridade e simplificar a formação dos trabalhadores em matéria de saúde e segurança

Com menos recursos nas instalações e menos pessoal no local, os trabalhadores estão a ter de desempenhar mais do que uma função ao mesmo tempo. Estão a realizar tarefas para as quais não receberam formação adequada, o que aumenta o risco de lesões, contaminação ou outros acidentes. Uma plataforma de trabalhadores conectados pode oferecer formação multimédia em tempo real, para orientar um trabalhador num processo pela primeira vez ou servir como uma atualização para um trabalhador que regressa de uma licença temporária ou de baixa por doença. 

Quando integradas nos fluxos de trabalho diários, as instruções de segurança e a formação tornam-se um exercício constante no local de trabalho, em vez de cursos presenciais periódicos realizados fora das instalações. A integração dos protocolos de segurança no fluxo de trabalho garante também que os trabalhadores sigam sempre os protocolos mais recentes, em vez de se limitarem a dizer «é assim que sempre fizemos».

3. Utilizar ferramentas colaborativas para dispositivos móveis para garantir a segurança no local de trabalho

Normalmente, os responsáveis pela segurança e pelo ambiente, saúde e segurança (EHS) realizavam regularmente reuniões de segurança para abordar temas de segurança que afetavam a organização. Estas reuniões eram, normalmente, realizadas presencialmente. No entanto, a pandemia obrigou a que passassem a decorrer virtualmente e as equipas têm aproveitado a partilha digital de informação para ajudar a documentar e quantificar questões de segurança em tempo real, através da tecnologia móvel.

O trabalho conectado permite novos níveis de colaboração – mesmo quando essa colaboração ocorre entre pessoas que se encontram em locais diferentes. Os trabalhadores da linha de produção podem contactar diretamente, através de uma aplicação móvel, os supervisores de turno, os diretores de fábrica e outros responsáveis, caso tenham dúvidas sobre protocolos de saúde ou outras questões de segurança. A aplicação móvel inclui funcionalidades de áudio, vídeo e texto com as quais os trabalhadores já estão familiarizados nos seus smartphones. 

4. Facilitar o rastreio de contactos com tecnologia móvel

Na infeliz eventualidade de um trabalhador ser diagnosticado com COVID-19, o trabalho conectado pode ajudar os responsáveis pela segurança e os diretores de fábrica a determinar quais os outros colaboradores que possam estar em risco. A adoção da tecnologia digital permite identificar quem trabalhou no mesmo turno que esse colaborador, bem como quem possa ter entrado em contacto com qualquer maquinaria ou outros objetos utilizados pelo colaborador com resultado positivo para a COVID-19. A plataforma também mantém um registo de todas as atividades de higienização realizadas e garante que estas foram levadas a cabo de forma exaustiva. 

A COVID-19 tornou as tarefas nas fábricas mais complexas, sobretudo para os responsáveis pela saúde e segurança dos colaboradores. No entanto, ao adotarem uma abordagem proativa, recorrendo a soluções para trabalhadores conectados, a par de uma maior sensibilização e formação em matéria de saúde e segurança, os gestores de segurança podem ficar um pouco mais tranquilos, sabendo que estão a tomar todas as medidas necessárias para garantir o cumprimento dos protocolos mais recentes, com vista a proteger as suas equipas.

5. Melhorar a visibilidade da segurança no local de trabalho através da tecnologia

Nestas circunstâncias, os responsáveis pela segurança e pelo ambiente, saúde e segurança (EHS) podem contribuir para promover a sensibilização e a adoção de soluções tecnológicas que ajudem a manter, melhorar e garantir o cumprimento das práticas de segurança num ambiente de trabalho em constante evolução. 

Embora os responsáveis pela segurança estejam a trabalhar à distância, continuam a precisar de acompanhar de perto as operações de produção. A comunicação de potenciais riscos, quase acidentes e incidentes — que tradicionalmente era feita em papel — pode agora ser transformada através de ferramentas digitais. 

O Connected Worker® da Parsable simplifica o processo, disponibilizando uma ferramenta que pode ser utilizada para comunicar, acompanhar e investigar incidentes de segurança, ao mesmo tempo que garante uma atribuição clara de responsabilidades e uma rastreabilidade completa para todos os envolvidos no processo. É possível recolher e analisar dados em cada etapa para identificar claramente a causa principal de um problema e, agora, dispõe de um registo digital que reforça os seus relatórios.