Um relatório internacional revela ainda que 52% dos inquiridos se sentem mais valorizados como trabalhadores da linha da frente desde o início da pandemia da COVID-19

Trabalhadores da linha de produção: Análises e estudos de 2021

(Via PRNewswire) SÃO FRANCISCO – 28 de outubro de 2021 – Enquanto empresas em todo o mundo enfrentam a «Grande Demissão», um novo estudo internacional da Parsable revela que há ainda muito a fazer com urgência para atrair e reter talentos na linha da frente da indústria transformadora. De salientar que 45% dos trabalhadores da linha da frente do setor da produção, inquiridos em cinco países, afirmam que a oportunidade de trabalhar num ambiente mais moderno e digital seria um fator determinante na sua decisão de deixar a empresa onde trabalham atualmente. Isto inclui o fornecimento de tecnologias móveis, como um smartphone ou tablet, para os ajudar a desempenhar melhor as suas funções. Atualmente, menos de metade (41%) dos inquiridos afirma que as suas empresas disponibilizaram essas ferramentas digitais; 81% dependem de processos em papel para seguir instruções e/ou acompanhar o seu trabalho. Estes dados fazem parte de uma nova investigação — que abrange os Estados Unidos, a Alemanha, a França, a Espanha e o Reino Unido — divulgada hoje pela Parsable, fornecedora da Connected Worker®, a plataforma líder para o trabalho industrial na linha da frente. O relatório, «A Situação do Trabalhador Conectado na Linha da Frente da Indústria Transformadora, 2021”, explora as perspetivas dos trabalhadores da linha da frente da indústria transformadora sobre os seus empregos, a utilização da tecnologia no local de trabalho e o impacto contínuo da pandemia.

Uma solução para a escassez de mão-de-obra e o défice de competências

Prevê-se que a escassez de competências no setor industrial nos EUA deixe até 2,1 milhões de postos de trabalho por preencher até 2030. A Alemanha, a maior economia da Europa, prevê que a sua força de trabalho diminua em cerca de 4 milhões até 2030, à medida que a geração dos baby boomers se for reformando. Convencer as gerações mais jovens de que o setor industrial é uma opção de carreira voltada para o futuro e tecnologicamente avançada tornar-se-á cada vez mais crucial. A investigação da Parsable revelou que os trabalhadores mais jovens estão mais propensos a deixar os seus atuais empregadores por uma empresa que ofereça um ambiente de trabalho mais moderno e digital, incluindo tecnologia móvel: em todos os países, 55% dos inquiridos com idades entre os 18 e os 24 anos e quase metade (49%) dos que têm entre 25 e 34 anos afirmam que o acesso à tecnologia influencia essa decisão, contra 25% dos que têm 55 anos ou mais.  Os trabalhadores da linha da frente da indústria transformadora nos EUA são mais propensos a sair por este motivo (53%), em comparação com 43% dos trabalhadores na Alemanha, França, Espanha e Reino Unido, no seu conjunto. Esta conclusão está em linha com a tendência geral de os trabalhadores mais jovens se mostrarem menos comprometidos com as suas empresas: em todos os países, 29% dos inquiridos com idades entre os 18 e os 24 anos planeiam permanecer na sua atual função de produção de primeira linha por menos de dois anos; em contrapartida, 65% dos que têm 55 anos ou mais estão nos seus empregos atuais há 10 anos ou mais. Lawrence Whittle, CEO da Parsable, afirmou:

«Agora, mais do que nunca, é evidente que os trabalhadores da linha da frente da indústria transformadora querem e merecem tecnologia digital que os ajude a desempenhar melhor as suas funções, em todas as gerações, mas especialmente entre os nativos digitais, que serão fundamentais para colmatar a escassez de mão-de-obra no setor. Será necessário disponibilizar ferramentas digitais móveis e oportunidades de aprendizagem no local de trabalho, nos formatos a que a Geração Y e a Geração Z estão habituados, para que as empresas transformadoras consigam atrair e reter novos talentos para estas funções importantes.»

Quase dois anos depois, a pandemia alterou a perspetiva dos trabalhadores

O inquérito da Parsable revelou ainda que os trabalhadores da linha da frente na indústria transformadora sentem um maior orgulho nos seus empregos e que contrair a COVID-19 já não é uma das principais preocupações em matéria de segurança. Em todos os países, 52% dos inquiridos sentem-se mais valorizados como trabalhadores da linha da frente desde o início da pandemia da COVID-19, embora menos de metade (42%) refira que as suas empresas implementaram novas tecnologias para os ajudar a trabalhar melhor em resultado da pandemia.  Entre aqueles cujas empresas disponibilizaram novas ferramentas digitais, os trabalhadores consideram que o maior benefício é o aumento da segurança (33%). Menos de um em cada quatro (22%) dos inquiridos no total referiu que a sua principal preocupação em matéria de segurança no trabalho é contrair a COVID-19.

Os processos de trabalho não digitais persistem, limitando a visibilidade

Embora as instalações de produção atuais sejam tecnologicamente muito mais avançadas, a forma como os trabalhadores da linha da frente seguem os procedimentos de trabalho e colaboram entre si tem-se mantido praticamente inalterada. A grande maioria (81%) dos inquiridos em todos os países ainda recorre a processos em papel para seguir instruções e/ou acompanhar o seu trabalho, apesar de 80% não terem qualquer receio em utilizar ferramentas digitais. No que diz respeito à comunicação com outros membros da equipa, os principais métodos utilizados pelos trabalhadores são a comunicação verbal presencial (76 %) e por telefone (43 %) – nenhum dos quais proporciona a visibilidade e a rastreabilidade que os canais digitais oferecem. Whittle afirmou:

«A pandemia e a consequente escassez de mão-de-obra tornaram claro que a agilidade ao longo das cadeias de valor é imperativa. As empresas que não tiverem um plano para implementar novas tecnologias ou para repensar a forma como contratam, formam e melhoram as competências dos seus colaboradores ficarão em grande desvantagem. Capacitar as pessoas que estão no centro da fabricação e da produção, através de ferramentas digitais para trabalhadores conectados, tornará as cadeias de abastecimento — e a experiência global dos colaboradores — muito mais sólidas num momento em que isso é mais importante do que nunca.»

Mais informações

Para mais informações sobre a investigação da Parsable, descarregue o relatório e leia o blogue da Parsable. A Parsable lançou a sua investigação online a 8 de setembro de 2021, tendo inquirido um total de 1 400 trabalhadores da linha da frente do setor da indústria transformadora, sediados nos Estados Unidos, na Alemanha, em França, em Espanha e no Reino Unido. Os inquiridos identificaram-se como estando atualmente empregados numa função da linha da frente, prática e não de gestão no setor da indústria transformadora.

Sobre a Parsable

A Parsable (www.parsable.com) ajuda as maiores empresas industriais do mundo a realizarem as tarefas da forma correta – sempre. O Connected Worker® da Parsable permite que os colaboradores executem o seu trabalho de forma colaborativa, utilizando instruções de trabalho digitais e sem papel em dispositivos móveis. Além de monitorizar cada passo e ação, os colaboradores podem levantar questões e dar feedback em tempo real, para que cada processo seja rapidamente analisado e melhorado. Com a Parsable, as empresas obtêm uma visibilidade sem precedentes das suas operações, descobrem dados detalhados sobre os seus processos de trabalho para uma melhoria contínua e atraem novos talentos com conhecimentos tecnológicos. Membro do Fórum Económico Mundial, a Parsable tem sede em São Francisco e escritórios em toda a América do Norte e Europa. Siga a empresa no LinkedIn, no Twitter (@ParsableHQ) e no blogue da Parsable.